Ninguém nasce pronto: Paulo Freire
"Ninguém nasce pronto, feito, ninguém nasce marcado para isso ou aquilo.Pelo contrário, nos tornamos isso ou aquilo.Somos programados, mas para aprender.A nossa inteligência de invertar e se promover no exercício social de nosso corpo cosnciente.Se constrói. Não é um dado que, em nós, seja um a priori da nossa história individual."
Embora em nossa convivência tenhamos o mau-hábito de julgar os outros "rotular", é urgente nos conscientizarmos de que o ser humano está em constante transformação.Pois são as experiências de vida que o forma enquanto indivíduo.
Sendo assim, em nossa prática devemos levar em conta tudo isso.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Análise do conto: A Pequena Vendedora de Fósforos.
A partir das considerações de Magnanelli, faça análise de um conto de fada de sua escolha, relacionando-o com as considerações de Magnamelli. Nesta análise, resuma o conto e identifique a fonte, bem como as demais que empregar.
No conto, ''A Vendedora de Fósforo'', de Andersen, percebemos que o frio caracteriza a pobreza na qual a heroína estava inserida, tanto que podemos notar que ela vendia fósforos mesmo sendo só uma criança. Trabalhava para auxiliar no sustento da família, pois seu pai a obrigara, caso não o fizesse, sofria as devidas retaliações. Este conto não diz respeito, não foca simplesmente a pobreza da Pequena vendedora, mas de toda uma sociedade em que poucos detêm o poder aquisitivo/riqueza, enquanto a grande maioria padece, passa por dificuldades inomináveis. Através desse conto podemos perceber que a Vendedora não era só carente de (calor físico), mas também de calor humano, ao passo que a Pobre implora que comprem seus fósforos, mas não recebe ajuda de ninguém, fica entregue à própria sorte. Quando já cansada de caminhar sem rumo, senta-se e começa a acender os fósforos um por um. O calor do fogo se mostra revelador, a mesma se dá ao luxo de''sonhar'',vê um ganso correndo ao seu encontro (quem sabe para matar sua fome de comida), vê uma árvore de natal com muitas luzes (estas luzes talvez encheriam o seu coração de esperança de um mundo melhor), ainda vê sua querida avó (que simboliza afeto, única pessoa que lhe dera amor). Ao amanhecer perceberam que havia uma criança morta, com alguns palitos de fósforos entre os dedos já roxos, porém com um semblante inexplicavelmente feliz. Morreu, mas sorria, talvez porque todas as dores do mundo foram abandonadas quando ''partiu'' com a avó. Todo o calor que lhe fora negado em vida, a Pequena recebia agora, ou seja, afeto, alimento e esperança.
Segundo Magnanelli, ''nos dias atuais, ocorrem modificações no enredo dos contos de fada para parecer menos''chocante''aos olhos da sociedade. Os autores dessas mudanças acreditam que as perversidades existentes nos contos podem influenciar as crianças de forma a estas tornarem-se violentas''[...].
Segundo as concepções modernas, não houve um final feliz para a Vendedora de fósforos, já que esta sucumbe ao final da narrativa. Talvez o final não seja confortável aos nossos olhos, já para a Pequena, este foi o mais reconfortante fim que podia ter, haja vista que todas as suas fomes foram sanadas.
Dessa forma, podemos salientar que muitos contos estão em constantes transformações, o que é natural, outros são abusivamente fragmentados e distorcidos. Não foi o caso do analisado. A partir do conto lido podemos tecer um paralelo entre a Vendedora e as mazelas pelas quais muitas crianças ainda passam. Talvez muitos fiquem pasmados com o final trágico da Vendedora, mas em contrapartida estamos agindo de forma perversa com muitas de nossas crianças. O que dizer das perversidades praticadas contra as crianças em nossos dias? O que dizer da violência incitada em muitos desenhos animados, jogos eletrônicos e programas televisivos.
Algumas perversidades são praticadas a todo o momento contra tais criaturas. Estamos’’ matando’’ nossas crianças. Eis alguns tipos de morte que são praticadas: matamos de fome, um pouco a cada dia; de falta de conhecimento, assim propagamos a miséria vigente; podamos a criatividade, o imaginário, pois com isso não se tornarão sonhadores, capazes de mudar o mundo; matamos a carne (foi o caso dos Nardonis), o trabalho infantil também é um tipo de morte, este acaba com a possibilidade de ser criança de muitos indivíduos. O que dizer da prostituição infantil, da pedofilia, dos maus tratos físicos e psicológicos? Mata-se a possibilidade de ser criança. Estamos formando adultos revoltados, fatalistas, conformados, alienados e sem perspectiva de mudança. A mudança só será possível, se investirmos em conhecimento, pois sem ele, estaremos acabando com o capacidade de discernimento, já que as impedimos de refletir, formamos assim, adultos que não questionam, não refletem,só aceitam as coisas como elas se apresentam.
No conto, ''A Vendedora de Fósforo'', de Andersen, percebemos que o frio caracteriza a pobreza na qual a heroína estava inserida, tanto que podemos notar que ela vendia fósforos mesmo sendo só uma criança. Trabalhava para auxiliar no sustento da família, pois seu pai a obrigara, caso não o fizesse, sofria as devidas retaliações. Este conto não diz respeito, não foca simplesmente a pobreza da Pequena vendedora, mas de toda uma sociedade em que poucos detêm o poder aquisitivo/riqueza, enquanto a grande maioria padece, passa por dificuldades inomináveis. Através desse conto podemos perceber que a Vendedora não era só carente de (calor físico), mas também de calor humano, ao passo que a Pobre implora que comprem seus fósforos, mas não recebe ajuda de ninguém, fica entregue à própria sorte. Quando já cansada de caminhar sem rumo, senta-se e começa a acender os fósforos um por um. O calor do fogo se mostra revelador, a mesma se dá ao luxo de''sonhar'',vê um ganso correndo ao seu encontro (quem sabe para matar sua fome de comida), vê uma árvore de natal com muitas luzes (estas luzes talvez encheriam o seu coração de esperança de um mundo melhor), ainda vê sua querida avó (que simboliza afeto, única pessoa que lhe dera amor). Ao amanhecer perceberam que havia uma criança morta, com alguns palitos de fósforos entre os dedos já roxos, porém com um semblante inexplicavelmente feliz. Morreu, mas sorria, talvez porque todas as dores do mundo foram abandonadas quando ''partiu'' com a avó. Todo o calor que lhe fora negado em vida, a Pequena recebia agora, ou seja, afeto, alimento e esperança.
Segundo Magnanelli, ''nos dias atuais, ocorrem modificações no enredo dos contos de fada para parecer menos''chocante''aos olhos da sociedade. Os autores dessas mudanças acreditam que as perversidades existentes nos contos podem influenciar as crianças de forma a estas tornarem-se violentas''[...].
Segundo as concepções modernas, não houve um final feliz para a Vendedora de fósforos, já que esta sucumbe ao final da narrativa. Talvez o final não seja confortável aos nossos olhos, já para a Pequena, este foi o mais reconfortante fim que podia ter, haja vista que todas as suas fomes foram sanadas.
Dessa forma, podemos salientar que muitos contos estão em constantes transformações, o que é natural, outros são abusivamente fragmentados e distorcidos. Não foi o caso do analisado. A partir do conto lido podemos tecer um paralelo entre a Vendedora e as mazelas pelas quais muitas crianças ainda passam. Talvez muitos fiquem pasmados com o final trágico da Vendedora, mas em contrapartida estamos agindo de forma perversa com muitas de nossas crianças. O que dizer das perversidades praticadas contra as crianças em nossos dias? O que dizer da violência incitada em muitos desenhos animados, jogos eletrônicos e programas televisivos.
Algumas perversidades são praticadas a todo o momento contra tais criaturas. Estamos’’ matando’’ nossas crianças. Eis alguns tipos de morte que são praticadas: matamos de fome, um pouco a cada dia; de falta de conhecimento, assim propagamos a miséria vigente; podamos a criatividade, o imaginário, pois com isso não se tornarão sonhadores, capazes de mudar o mundo; matamos a carne (foi o caso dos Nardonis), o trabalho infantil também é um tipo de morte, este acaba com a possibilidade de ser criança de muitos indivíduos. O que dizer da prostituição infantil, da pedofilia, dos maus tratos físicos e psicológicos? Mata-se a possibilidade de ser criança. Estamos formando adultos revoltados, fatalistas, conformados, alienados e sem perspectiva de mudança. A mudança só será possível, se investirmos em conhecimento, pois sem ele, estaremos acabando com o capacidade de discernimento, já que as impedimos de refletir, formamos assim, adultos que não questionam, não refletem,só aceitam as coisas como elas se apresentam.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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